sábado, 5 de setembro de 2026

A Projeção Cartográfica de Mercator

            Em alguns mapas-múndi, a Groenlândia parece ser do tamanho da África. Pois é, isso não é um erro, é um modo de representar a superfície da Terra em um famoso mapa  chamado Projeção de Mercator, criado em 1569 por um cartógrafo chamado Gerardus Mercator. Ele fez esse mapa com um objetivo bem específico: ajudar os navegadores dos navios antigos. Nesse mapa, ao traçarmos uma linha reta entre dois pontos, ela indica o caminho certo para o navio seguir com a bússola. Isso era super útil na época das Grandes Navegações, e por isso esse mapa ficou tão popular.

            Mas tem um grande porém: para que as direções (os ângulos) ficassem corretas, Mercator teve que "esticar" o mapa cada vez mais perto dos polos (norte e sul). O resultado é que os lugares longe da linha do Equador parecem muito maiores do que realmente são. Por exemplo, a Groenlândia parece gigante, mas na verdade a África é 14 vezes maior que ela. A Antártida e a Rússia também aparecem enormes, enquanto os países perto do Equador, como o Brasil e a Índia, ficam encolhidos no mapa.

Projeção de Mercator

Projeção de Mercator


            Por causa disso, esse mapa acabou passando uma ideia errada por muito tempo: a de que os países do Norte (Europa, EUA, Rússia) são mais "importantes" ou maiores do que os do Sul (América do Sul, África). Hoje em dia, os professores e livros de geografia preferem usar outros mapas, como o de Peters (que mostra o tamanho real dos continentes) ou o de Robinson (que tenta equilibrar forma e tamanho). Assim, a gente aprende a ver o mundo de um jeito mais justo e verdadeiro, sem aquela distorção enorme que o mapa de Mercator criou.



PROJEÇÃO DE ROBISON AQUI👇


O NOVO MAPA-MÚNDI
ONU, SETEMBRO DE 2026.
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VÍDEOS-REPORTAGENS



terça-feira, 11 de agosto de 2026

Classificação dos países (geopolítica e econômica)

            As classificações (divisões) apresentadas abaixo oferecem uma visão abrangente sobre a organização do espaço mundial, articulando as dimensões histórica, econômica e geopolítica que definem as relações internacionais contemporâneas.
            Enquanto o mapa ilustra a marcante divisão entre o Ocidente e o Sul Global, delimitando as áreas de influência das grandes potências no cenário pós-Guerra Fria, as tabelas sistematizam as categorias de desenvolvimento geoeconômico e a evolução das divisões geopolíticas ao longo do tempo. Esse conjunto de informações permite compreender como o mundo transitou de um cenário de polarização ideológica e imperialista para uma ordem multipolar complexa, fundamentada em diferentes níveis de crescimento industrial, estabilidade econômica e qualidade de vida.



A Ordem Mundial pós Guerra Fria até 2020.
Focos de Poder e Tensão: 1-Rússia / 2-China / 3-Oriente Médio 
*EUA e aliados x Rússia


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Logística

            É o planejamento e a gestão dos fluxos de mercadorias, pessoas e informações no espaço geográfico, envolvendo transporte, armazenagem e distribuição.

Envolve:
  • A organização do território (escolha de rotas, localização de portos, aeroportos e centros de distribuição);
  • Os fluxos e interconexão entre lugares produtores e consumidores;
  • Estabelece malhas de transportes (vias de transporte, muitas vezes intermodais: ferrovias, hidrovias, marítimas, rodovias e aerovias);
  • As adaptações urbanas com expansão de cidades e das atividades econômicas (setores produtivos).



domingo, 28 de junho de 2026

A FARSA DA GLOBALIZAÇÃO

        A teoria do geógrafo brasileiro Milton Santos propõe o conceito de "uma outra globalização" (ou "Por uma Outra Globalização"), que é o título de uma de suas obras mais importantes. Para Santos, a globalização não é um processo único e inexorável, e ele a analisa a partir de três diferentes perspectivas:

Globalização como fábula: A visão propagada pelos agentes hegemônicos (grandes corporações, instituições financeiras), que a pintam como um processo benéfico e inevitável para todos. Descreve a ilusão de um mundo plenamente conectado e igualitário promovida pela mídia.

Globalização como perversidade: A realidade concreta que observamos, marcada por profundas desigualdades, exclusão social, pobreza e pelo fato de os lucros de poucos se sobreporem ao bem-estar de muitos. Santos argumenta que essa "globalização perversa" é resultado da maneira como o processo é conduzido, beneficiando principalmente instituições financeiras e multinacionais em detrimento dos mais pobres. Revela a face cruel do sistema capitalista neoliberal, que favorece o mercado financeiro sobre as nações.

Globalização como possibilidade: A visão otimista, mas não ingênua, de que um mundo diferente é possível. Santos acreditava que poderíamos construir uma globalização mais humana e justa, uma "outra globalização" que se baseasse em uma consciência universal e não no "pensamento único" neoliberal. Essa nova globalização partiria da perspectiva do "Sul Global" e dos oprimidos para transformar a realidade, ou seja, seria baseada na possibilidade de usar a tecnologia para fins solidários e humanos. Esse novo caminho surgiria da força popular para substituir a competitividade predatória por uma integração cultural autêntica.

        Portanto, a proposta de Santos não é negar a globalização, mas sim criticar seu modelo atual e argumentar que é possível e necessário construir uma alternativa mais ética e solidária.