terça-feira, 30 de abril de 2024

Sensação Térmica

        A sensação térmica é a maneira como nossos sensores de temperatura compreendem a temperatura do ar. Ela pode divergir da temperatura real e é alterada por fatores como a velocidade do vento, a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar. Após sairmos de um banho quente, por exemplo, temos a sensação de que a temperatura do ambiente está consideravelmente mais baixa do que antes. A sensação térmica nos demonstra como nossos termorreceptores* percebem a temperatura, variando de pessoa para pessoa. É também chamada de temperatura aparente.

Quando saímos de uma piscina quente ou de um banho quente, por exemplo,
temos a impressão de que a temperatura do ambiente
está muito mais fria do que anteriormente. 

SENSAÇÃO TÉRMICA (TEMPERATURA APARENTE)

E o aparelho de ar condicionado??


*Termorreceptores são células nervosas especializadas capazes de detectar diferenças de temperatura. Eles estão presentes em toda a pele e permitem a recepção sensorial por todo o corpo.




terça-feira, 23 de abril de 2024

A Centralização da África

            

           
        O afrocentrismo e a afrocentricidade são conceitos interligados, mas cada um aborda aspectos diferentes da experiência africana e afrodescendente:
  • Afrocentrismo: É uma corrente filosófica que busca colocar a África e os povos africanos no centro da história. Em vez de estudar a África apenas como "colônia" ou "escravizados", valoriza suas civilizações, reinos, ciências e culturas. Foi criado para corrigir visões preconceituosas que tratavam a Europa como única referência. Não significa negar outras culturas, mas reconhecer o papel fundamental da África na formação do mundo. Esta corrente indica que o pensamento filosófico e científico surgiu na África, especialmente na civilização egípcia, considerada “negra”.
  • Afrocentricidade: É uma teoria e abordagem acadêmica que procura adotar a prática de viver e pensar a partir dessa visão africana. Significa valorizar a cultura, a história e a identidade negra no dia a dia: nos estudos, na arte, na religião e no jeito de se ver. É um conceito do professor Molefi Asante, que propõe que pessoas negras se enxerguem como protagonistas, e não como "outros". É mais que uma teoria: é uma postura de valorização e autoestima.

  • Destacamos cinco exemplos de civilizações, entre muitas outras onde se embasa o afrocentrismo:
1. Egito Antigo: O Afrocentrismo argumenta que a história e a cultura africanas começaram no Egito Antigo, considerado o berço da civilização mundial. Os afrocentristas enfatizam as realizações das civilizações africanas antigas e sua influência na história global.
2. Império Mali: O Império Mali, na África Ocidental, foi um centro de comércio, cultura e aprendizado. Mansa Musa, um dos governantes do Mali, é famoso por sua peregrinação à Meca e por sua riqueza, que atraiu a atenção do mundo.
3. Reino do Congo: O Reino do Congo, na região central da África, teve uma organização política avançada e uma rica tradição cultural. Seu comércio com europeus e outros povos influenciou a história global.
4. Civilização Axumita: Localizada na atual Etiópia, a civilização axumita floresceu entre os séculos IV e VII d.C. Ela era conhecida por sua escrita, arquitetura, comércio e cristianismo precoce.
5. Grande Zimbábue: As ruínas do Grande Zimbábue, no sul da África, testemunham uma antiga cidade fortificada que foi um importante centro comercial e cultural. Sua arquitetura em pedra é impressionante e representa a riqueza e a sofisticação da civilização local.

            Esses movimentos ilustram a riqueza e a diversidade das contribuições africanas para a história e a geografia mundial, desafiando a visão eurocêntrica predominante.

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quarta-feira, 17 de abril de 2024

Indígenas da Baixada Santista

            No período pré-colonial, antes da efetiva ocupação de Portugal no Brasil, a Baixada Santista era habitada por diversas etnias indígenas. Predominavam as etnias Guarani-M’byá e Guarani-Ñandeva.
            Atualmente, existem 27 aldeias remanescentes na Baixada Santista, de acordo com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). Essas comunidades, situadas ao longo do litoral, preservam suas tradições e culturas enquanto enfrentam os desafios relacionados ao contato e à absorção com a ‘sociedade ocidental’. Além disso, o processo de etnogênese👈 indígena se faz presente e é essencial para a conservação e evolução sociocultural do povo indígena desta região.

            A seguir listamos algumas das 27 aldeias reconhecidas pela FUNAI na Baixada Santista:

a) Aldeia Rio Branco (Itanhaém)

            Com mais de 100 anos de existência, essa aldeia de origem guarani m’byiá possui 2.856 hectares de terras demarcadas, na Estrada Rural do Rio Branco, em Itanhaém.

b) Aldeia Itaóca (Mongaguá)

            Criada em 1991, a aldeia abriga doze famílias de índios guaranis m’byá e dezesseis de tupi-guaranis ñandeva. Vivem em 533 hectares de terras indígenas demarcadas.

c) Guaranis do Aguapeú (Mongaguá)

            Compondo doze famílias de origem guarani, esses índios são os mais isolados e reservados do litoral. Vivem no morro do Aguapeú desde 1930 e proíbem a miscigenação com outros povos. Suas terras compreendem 4.372 hectares.

1. Aldeia de Itaoca, 2. Aldeia do Rio Silveira,
3. Aldeia de Paranapuã e 4. Aldeia do Rio Branco.

d) Sítios Piaçaguera I, II e III (Peruíbe)

            Marcos do povoado de Peruíbe, os Sítios Piaçaguera I, II e III estão localizados em terras indígenas tupi-guarani. Aqui foram encontrados cachimbos, panelas, cerâmicas indígenas, conchas, telhas e faianças dos séculos XVI, XVII e XVIII. Atualmente, conta com 30 famílias tupi-guaranis em uma área de mais de 2.500 hectares. Eles vivem do cultivo de palmito, plantas ornamentais e artesanato.

e) Terras Indígenas do Rio Silveira (Bertioga)

            Na divisa de Bertioga com o município de São Sebastião, estão as terras indígenas do Rio Silveira, que hoje abrigam cerca de 500 índios da etnia guarani. A aldeia está localizada na Praia de Boraceia. Eles cultivam palmito e plantas ornamentais, produzem artesanato e promovem danças, músicas e culinária típica.

f) Aldeia de Paranapuã (São Vicente)

            Em São Vicente, existe uma aldeia indígena chamada Paranapuã. Essa aldeia está localizada dentro do Parque Estadual Xixová-Japuí e é considerada um marco da luta dos Guarani pelo direito à terra, garantido na Constituição de 1988. A Aldeia Paranapuã é habitada por indígenas de origem Guarani-M’byá e Guarani-Ñandeva. Esses grupos são oriundos das seguintes aldeias do litoral paulista: Aguapeu (de Mongaguá), Itaóca (de Itanhaém) e Piaçaguera (de Peruíbe).

 


Fontes:

https://cpisp.org.br/

https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guarani

https://acervo.racismoambiental.net.br/2015/10/04/a-vida-dos-indios-da-baixada-santista/